Cefaleias: Quando Suspeitar?

quando suspeitar de cefaleias e dor de cabeca

cefaleias – cefaleias

Vamos pensar rapidamente: quantas pessoas que você conhece que reclamam de cefaleias? É uma patologia bem disseminada não é? A cefaleia está entre as dez principais queixas mais comuns nos consultórios médicos e é fato que todas, eu disse todas as pessoas terão pelo menos um episódio uma vez na sua existência. Como se vê, é inútil fugir dela…

Outro aspecto interessante é a confusão frequente entre enxaqueca e dor de cabeça. A dor de cabeça ficou consagrada popularmente e não necessita de maiores explicações, pois todas as pessoas conhecem seu significado. Uma observação bem curiosa vem da Sociedade Brasileira de Cefaleia:

“ … embora o queixo, o nariz e os olhos estejam situados na cabeça, ninguém que sinta uma dor numa dessas estruturas diz ter uma dor de cabeça. Assim, o que as pessoas em geral entendem com dor de cabeça é a dor na região do crânio”. Realmente!

Mas voltemos às cefaleias. Várias são as suas causas , mas hoje abordaremos os tópicos observados pelos especialistas para que possam ter um diagnóstico mais preciso e correto possível.

As Cefaleias Tem Características Individuais

O paciente tem que compreender, aceitar e sobretudo responder corretamente estes questionamentos do médico, pois as respostas irão norteá-lo não só na classificação da cefaleia como na abordagem terapêutica mas individualizada e eficaz para aquele paciente. Por isso, nada de sair distribuindo “receitas” aos amigos e colegas somente porque você solucionou a sua cefaleia.

A cefaleia do amigo, do colega ou de qualquer outra pessoa tem características individuais, que não podem ser generalizadas. Profissional do Varejo, reforce sempre esta constatação com seus clientes/pacientes! Como nosso objetivo com estas postagens é expandir seus conhecimentos preparemos um resumo baseado no excelente livro Blackbook de Clínica Médica. Vamos a ele !!

Perguntas Importantes Sobre Cefaleia

Quando começou: Em qual período teve a primeira cefaleia na vida? As características são as mesmas das atuais?

Como iniciou: Gradual, piorando com o tempo ou inicia-se forte desde o começo?

Intensidade: Apresenta variação durante a crise ou entre as crises ? Como classificaria a intensidade: leve, moderada, forte, intensa, muito intensa?

Duração: Quanto tempo dura a crise? Você se lembra da duração mínima e máxima das crises?

Periodicidade: Todo dia? Vários dias na semana? Poucas vezes por mês? Semanal? Alguns episódios por ano?

Impacto e limitação: Afeta seriamente a qualidade de vida? Limita as atividades cotidianas como trabalho, lazer e escola? Incomoda mas consegue fazer as atividades cotidianas?

Localização: Frontal? Temporal? Occipital? Toda a cabeça?

Tipo: Pulsátil? Parestesia (formigamento)? Forma de aperto? Ardor ou queimação?

Fatores desencadeantes ou que agravam o problema: Estudar? Tomar sol? Ver televisão? Sexo? Atividade física ou esportes? Tosse? Ruídos? Cansaço mental ou físico? Sono alterado? Jogos no computador?

Fatores que aliviam: Ambiente escuro e silencioso ou descansar e dormir?

Tratamentos anteriores: quais os medicamentos utilizados e quais apresentaram melhores resultados? Quais a doses, intervalos e reações adversas?

Sintomas associados: náusea, vômitos, vertigem, obstrução nasal ou sintomas gripais e alterações visuais.

Progressão e evolução: A intensidade, frequência e duração têm piorado com o tempo? Está melhorando, mantendo ou o início agudo recente com piora rápida?

Antecedentes e outros dados: Qual a história familiar de enxaqueca e cefaleia comum? Como é o seu padrão de sono? Como está seu humor, a variação dele e antecedentes de depressão? Você atribui a qual ou quais fatores a sua cefaleia?

Eventos recentes: Apresentou algum evento recente como trauma craniano, rinossinusite, doença febril ou uso de medicamentos?

Cefaleias: Vamos continuar com este tema importantíssimo nos próximos posts. Até a próxima!

Sobre o Autor: Telmo Giani

Foto Curso Farmacologia OnlineTelmo Giani é Farmacêutico, Professor e Palestrante. Criou e desenvolve uma Metodologia Diferenciada de Estudo da Farmacologia. Ele consegue sintetizar em vídeos de 5 a 8 minutos as melhores Dicas, Orientações e “Macetes” sobre Doenças e Medicamentos. Já treinou mais de 12.000 Profissionais do Varejo Farmacêutico. Veja neste site: http://farmacologiaonline.com

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