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Banana Prende O Intestino E Outros Mitos Da Nutrição

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banana

Dietas milagrosas, alimentos poderosos e regimes radicais sempre são notícias na mídia. A nutrição é uma área onde muitos leigos têm opiniões erradas e sem fundamento científico. Isto cria um ambiente fecundo para a proliferação de mitos e falácias que são divulgadas indiscriminadamente, levando a propagação e permanência destes conceitos errados.

Veremos alguns tabus e mitos baseados no texto do Prof. Da UFMG Enio Cardillo e que foi publicado na Revista Médica de Minas Gerais 2010; 20(3): 371-374 371. Observe que estes mitos são também comentados no balcão da drogaria, o que justifica saber como argumentar com os clientes.

Banana “prende” o intestino

Mito antigo que surgiu devido ao uso da banana verde na diarreia infantil. Ocorre que várias frutas como a manga, goiaba e a banana possuem taninos que provocam adstringência, referido comumente pelas pessoas como “a fruta aperta”. Ocorre que os taninos comprovadamente “prendem” o intestino mas a medida que a fruta amadurece a maior parte do tanino desaparece.

Misturar bebidas aumenta o estado de embriaguez e a ressaca

Arrisco a dizer que todas as pessoas já ouviram esta frase. Muitos acreditam fortemente que o consumo de bebida destilada e fermentada aumenta a embriaguez e a ressaca. O que ocorre é uma simples matemática: o que conta realmente é o total do álcool consumido, independente se foi ingerido de uma bebida destilada ou fermentada.

Linhaça contém ômega-3

Muitas pessoas consomem a linhaça pela presença dos ácidos graxos insaturados que pertencem a família dos ômega-3, que seriam os mesmos ácidos graxos que são ingeridos pelos esquimós quando se alimentam dos peixes marinhos. Outros alimentos como o óleo de soja, óleo de canola, castanha e nozes também possuem ácidos graxos ômega-3.

Mas é aqui que entra a química aprendida na faculdade…  Ocorre que o ácido graxo presente nestes vegetais tem 3 ligações duplas e 18 átomos de carbono. Este ácido é definido como Ácido alfa-linolênico (ALA).

Quanto aos ácidos graxos existentes no peixe tem duas diferenças: apresentam 20 e 22 átomos de carbono e com 5 ou 6 e seis ligações duplas. São denominados ácido eicosapentaenoico (EPA) e docosa-hexaenoico (DHA), respectivamente. Estes ácidos são os responsáveis pelo efeito protetor do peixe.

São ácidos graxos diferentes! Outro detalhe que os leigos não conhecem: a conversão do ALA em EPA e DHA é inferior a 1%!

Ingerir a linhaça confiando na proteção do ácido graxo é desconhecer química e também investir o dinheiro em uma medida inútil.

O óleo (azeite) de oliva fica saturado após aquecimento

O conhecido e apreciado azeite de oliva tem em sua composição um ácido graxo da família do ômega-9. Muitos defendem que o azeite não deve ser aquecido, para manter suas propriedades protetoras e não se transformar em gordura saturada, o que levaria a prejuízos nutricionais.

Ocorre que a gordura saturada é SÓLIDA à temperatura ambiente, como são as gorduras da margarina, da carne bovina, suína e de aves. A saturação da gordura, ou seja, transformá-la em uma gordura sólida teríamos de submetê-la a uma pressão elevada e utilizar o níquel como catalisador. Será que temos estes materiais na nossa cozinha?

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