Toxicidade Hepatica Induzida por AINES

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Toxicidade Hepatica Induzida por AINES

A Revista GED – Gastrenterologia Endoscopia Digestiva é o órgão oficial de circulação trimestral da SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva), da FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia), da SBH (Sociedade Brasileira de Hepatologia), do CBCD (Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva) e da SBMD (Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva) publicou um importantíssimo documento em seu volume 30 – Suplemento n01 – Jan/Mar, 2011. Este documento trata da Reunião com Expertos em Hepatotoxicidade da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Dentre os temas debatidos destaque para Alterações hepáticas induzidas por analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios não esteroides. Dentro da atualidade e importância do tema, vamos divulgar aqui importantes conclusões desta reunião em relação a este tema:

Principais Características de Toxicidade Hepatica Induzida por AINES diferentes

AAS: A lesão hepática é dependente da dose, estando estabelecido ser este o principal mecanismo responsável. Tem baixa toxicidade hepatica.

DICLOFENACO: É um dos principais, senão o principal AINE prescrito na reumatologia. As reações hepáticas induzidas por este fármaco são incomuns. Apesar deste fato, um estudo recente mostrou níveis muito alterados de Alanina transaminase (ALT) em 3% dos casos no estudo em questão.

IBUPROFENO: Tem o melhor perfil de segurança hepática, não encontrando até o momento lesões graves descritas em estudos maiores.

COXIBS: Dentre os conhecidos, o Etoricoxib parece apresentar um perfil de segurança hepática maior e até o momento não há relatos de lesão hepática.

OXICANS: Apresentam também um perfil de segurança hepática bem sedimentado, embora o Piroxicam apresente potencial de levar a dano nos hepatócitos que ocasionalmente pode ser letal. Acredita-se que esta alteração seja devido a uma idiossincrasia da droga.

NIMESULIDA: Foi proibido em vários países devido a relatos de lesões hepáticas graves, relatadas em séries clínicas. Porém muitos estudos epidemiológicos não comprovaram estes danos. Apesar disto, a EMEA recomenda que este medicamento não seja utilizado em uma dose superior a 200 mg/dia e que seja utilizado apenas por curto espaço de tempo.

Incidência de Toxicidade Hepatica Induzida por AINES

Deve-se destacar aqui um ponto importante: a incidência de patologia hepática (Toxicidade Hepatica) devida aos AINEs descrita na maioria dos trabalhos científicos apresenta certa regularidade, ou seja, apresenta variação entre 1 a 5 casos em um universo de 100.000 pessoas expostas. Apesar destes números, não devemos esquecer que a análise deste risco de lesão hepática pelos AINES apresenta sérios obstáculos como tipo de projetos dos estudos referidos, variações dentro das populações estudadas como sexo, idade e grupos étnicos, além dos métodos empregados para controle de variáveis de ajuste que adicionam mais complexidade a análise dos números encontrados.

* As ALT e AST são enzimas nas células hepáticas que permeabilizam para a circulação sanguínea quando existe dano na célula hepática.

** A Agência Europeia de Medicamentos (sigla: EMEA) é um organismo da União Europeia que visa informar a Comissão Europeia do momento em que os medicamentos para uso humano e veterinário estão prontos a ser introduzidos no mercado. Controla os respectivos efeitos secundários indesejáveis e formula pareceres científicos. Equivale a ANVISA no Brasil e ao FDA nos Estados Unidos.

  • Estatinas e Hepatotoxicidade: Embora possam ocorrer alterações hepáticas graves devido às estatinas, o monitoramento periódico das enzimas é desnecessário nos pacientes em uso da medicação.
  • Há Evidências do Uso de Hepatoprotetores Para a Hepatotoxicidade?

Toxicidade Hepatica Induzida por outras Drogas e Medicamentos é um tema que abordaremos em outras postagens.

Sobre o Autor: Telmo Giani

Foto Curso Farmacologia OnlineTelmo Giani é Farmacêutico, Professor e Palestrante. Criou e desenvolve uma Metodologia Diferenciada de Estudo da Farmacologia. Ele consegue sintetizar em vídeos de 5 a 8 minutos as melhores Dicas, Orientações e “Macetes” sobre Doenças e Medicamentos. Já treinou mais de 12.000 Profissionais do Varejo Farmacêutico. Veja neste site: http://farmacologiaonline.com

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